Espaço Literário do Leitor - Página 02

 

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Publicado por Carlos França

"OLIMPÍADA E REENCARNAÇÃO"

Uma jovem tinha um sonho quando adolescente, que se tornou objetivo na sua juventude... Participar de uma Olimpíada, mais precisamente correr a maratona...
Ela, que já tinha os requisitos físicos e emocionais para a prática deste esporte, buscou técnico específico da área, fisioterapeuta, nutricionista, enfim, todos os profissionais que a pudessem preparar para atingir seus objetivos.
Em 1.984, já com 39 anos de idade, ela alcançou o índice técnico para correr a maratona nas Olimpíadas de Los Angeles junto com outras 39 participantes.
O Estádio Olímpico superlotado, milhões de pessoas em todo o mundo vendo as imagens pela TV, quando ela adentra o estádio fatigada, se arrastando sobre as pernas já sem forças... No público talvez estivessem seus pais, familiares, amigos, além de milhares de adeptos do esporte... Dentro da área esportiva, próximos a linha de chegada, estava o seu técnico e outros colaboradores, como também os árbitros, dirigentes do COI e outros tantos não ligados a ela diretamente, mas ligados através do esporte.
Já não mais corria, mas apenas andava com passos trôpegos, e ninguém, nenhum daqueles que estavam mais próximos foi em seu socorro, mas todos, o público, os telespectadores em todo o mundo torcendo por aquela criatura, torcendo para que ela ultrapassasse a linha de chegada.
Pode parecer desumana a atitude daqueles mais próximos... Por quê não socorrê-la? Assim agiram, porque se fossem em seu socorro ela seria desclassificada na prova, e seu nome não estaria entre aqueles que terminaram a maratona.
Assim, o mundo lembrará sempre da suíça Gabrielle Andersen...
Na reencarnação acontece a mesma coisa...
Quando ainda no plano espiritual projetamos nossos objetivos, amigos queridos nos incentivam, instrutores nos aconselham e nos preparam para as provas que encontraremos no corpo físico, nos alertam para as dificuldades que teremos pela frente, nos ensinam como desviar dos obstáculos que nós próprios criamos, nos falam que podemos reduzir as provas que nos propomos, enfim, nos preparam, mas, também nos avisam que estarão torcendo a distância, que apenas um nos acompanhará mais de perto, porém sem interferir diretamente na solução das dificuldades que encontrarmos, que apenas nos induzirá através da intuição, desde que estejamos sintonizados na mesma frequência dele.
Assim, da mesma maneira que os assistentes da Gabrielle não foram ampará-la diretamente, nossos Amigos Espirituais também não nos ampararão diretamente.
Devemos sempre desconfiar daqueles que se dizem superiores e vêm, através de médiuns invigilantes, nos aconselhar que caminho seguir, ou que decisão tomar, pois os Superiores de fato, respeitam o nosso livre arbítrio, e só ultrapassaremos com galhardia a linha de chegada, mesmo que em último lugar, com o nosso próprio esforço.
Lembrando as palavras de Kardec, no capítulo XVII do Evangelho Segundo o Espiritismo: " Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."
Estranho, quando ouço companheiros de Doutrina dizerem que entregam seus destinos nas mãos dos Espíritos, porque eles sabem o que fazer...

André Luiz Dela Puente Garcia

 Jornalista e Corretor de Imóveis

Tolerância e o Auto-Aperfeiçoamento

 

O auto aperfeiçoamento e a conduta individual, não é coisa fácil. Todos nós temos falhas e defeitos.

Quando nascemos não temos o impulso emulativo para nos defender das características negativas de nosso ego.

Tomamos, portanto, o compromisso perante ao nosso Pai de nos superarmos. Isto é, sem dúvida, muito fácil a ser dito.

Quando começarmos a crescer é exatamente trocar o interior de nossas carcaças, e mudarmos o estado de espírito. É mudarmos de mentalidade e mudarmos por educação, auto-educação, nosso modo de encararmos a vida. Temos que ser ecléticos, temos que nos imbuir do espírito ecumênico de nossa filosofia, temos que agir e praticar no mundo terrestre, e dentro do Centro-Espírita, baseando-nos em nossos Sagrados Postulados.

Surge então a necessidade de sermos tolerantes. Mas tolerantes com que?

Dentro do espírito de liberdade de pensamento o que significa tolerar?

Será que é apenas respeitar a opinião de outrem?

Para exercer a liberdade de pensamento é preciso, como premissa básica, reconhecermos o direito de outros a terem idéias e pensamentos divergentes dos nossos. Não podemos nos radicalizar e emperrar nossa atitude de sermos os senhores absolutos da verdade. Se agirmos assim egoisticamente, não querendo ouvir o pensamento alheio por discordar dele, estamos demonstrando uma atitude primária. Estamos sendo derrotados por nossas paixões.

Na verdade, quando ouvimos uma opinião contrária à nossa, e a ouvimos atentamente, duas coisas podem acontecer: ou nos certificamos ainda mais que nossa opinião está certa, ou verificamos que nossas premissas estão totais ou parcialmente erradas, portanto sujeitas a uma reavaliação.

É difícil termos a superioridade de ouvirmos atentamente quem fala e de quem discordamos. Mais difícil ainda é termos a superioridade psíquica de verificarmos que estamos errados e modificarmos nossa opinião ou atitude tendo ainda um movimento de gratidão por termos sido elucidados ou esclarecido.

No meu fraco entender, este é o primeiro degrau da escola que nos propomos a subir dentro de nossa vida terrena, para o nosso aperfeiçoamento. Não podemos prometer perfeição, mas sim dedicação e trabalho. Meu Pai sempre me ensinou que ser honesto e sincero nunca foi privilégio do homem, e sim obrigação. Temos a obrigação de nos esforçar para sermos Construtores Sociais, e seremos. Temos também sempre que separar e entender melhor o que é o Bem e o Mal. Seguiremos fielmente os ensinamentos do evangelho para não sermos um covarde. Depois que falamos nossa palavra não volta mais. Teremos que ter cuidado. Talvez nós procuremos corrigir o que dissemos, mas a retificação é difícil.      Daremos sempre um sentido elevado em nossas palavras. Evitaremos as que possam ferir ou humilhar, mesmo quando estivermos cheio de razões, tentaremos não dizer o verbo que oprime. Sempre nos colocaremos no lugar do outro. Seremos hoje mais amparados por Deus e pelos irmãos, isto nos encoraja. Exijam de nós trabalho, e se em alguma vez errarmos, nos desculpem, foi por estar tentando acertar que erramos.

 

                                                                                       

André Luiz Dela Puente Garcia

 Jornalista e Corretor de Imóveis

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